O primeiro emprego

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Há momentos que ficam marcados para sempre e sem dúvida que o primeiro emprego é um deles, pelo menos para mim.

Já há muuuito tempo que procurava um part-time para poder conciliar com os estudos de maneira a poder ganhar algum dinheiro para as minhas coisas mas também porque acredito que conhecer o mercado de trabalho antes de acabar o meu curso será uma mais valia para mim: vai-me permitir crescer e 'ganhar calo'. Há uns meses atrás, quando mandei imensos currículos e fui a uma ou duas entrevistas, perante tantas 'respostas-não-existentes' por parte dos empregadores cheguei a pensar se estaria a fazer a escolha certa ao tentar arranjar emprego, até que desisti. A verdade é que há cerca de duas semanas deu-me para começar a mandar currículos para tudo o que me aparecesse só mesmo 'naquela' e foi aí que tudo se deu: arranjei o meu primeiro trabalho e não podia estar mais contente!

Amanhã será o meu primeiro dia de formação e já começo a sentir o nervoso miudinho...
Wish me luck 🍀



Era uma noite de Verão e estávamos num dos pontos altos da cidade com vista privilegiada. Discutíamos que ruas correspondiam às luzes que avistávamos lá de cima enquanto saboreávamos um gelado. Era complicado decifrar tudo aquilo mas mas no meio dessa dificuldade eu só pensava em duas coisas: que te amo pra caramba e que quero decifrar as luzes da cidade contigo para sempre.



Podia estar aqui com mil e uma desculpas e explicações que justificassem a minha ausência do blogue mas não o vou fazer. Embora possa não parecer, escrever é uma paixão que me acompanha desde do início da adolescência. Criei o meu primeiro blogue porque não achava piada nenhuma estar a escrever numa simples folha que eu sabia que ninguém iria ler. Era um blogue de carácter bastante pessoal onde eu desabafava quase todos os dias, era uma espécie de diário. Chegou o dia em que achei por bem eliminá-lo e assim foi. Apesar disso, a vontade de voltar a criar um assolou-me várias vezes e fui sempre adiando até que criei o segundo que não durou muito tempo porque, confesso, desisti dele. E, mais uma vez, muitas vezes tive vontade de voltar. Quando recebi o incentivo que me faltava e ganhei coragem nasceu o Dona Ritta. Mas Rita, coragem para quê? 

Sou uma pessoa muito insegura daquilo que sou e daquilo que eu faço. O falhanço e o medo de cair no ridículo dão cabo de mim quase todos os dias. A simples ideia de imaginar alguém que me conhece a ler o blogue e a gozar com aquilo que aqui coloco invade-me cada vez que eu tenho vontade de escrever um post. E é a isto que se deve a minha ausência. Sei que não é saudável eu ser assim mas acreditem que todos os dias tento lutar contra isto até porque, em certas situações, vejo a minha vida prejudicada por conta do medo e da insegurança.

Sei que tenho um longo caminho a percorrer mas cada passo é uma pequena vitória e partilhar com vocês este lado tão pessoal é uma conquista.

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